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sexta-feira, 5 de junho de 2020

Tempo de trevas e escuridão e de uma tristeza profunda!..., por António Júlio Sarmento

Tempo de trevas e escuridão e de uma tristeza profunda!

Maio, está acabar, Junho vai começar é o pronuncio de melhores dias e do verão.

Mas no século passado, o mês de Junho era o mês de enaltecer, Portugal Camões e a Raça.

Avô, porque está aqui esta fotografia da Praça do Comércio, com tanta gente e tanta tropa?

Pedro o Avô vai-te contar, mais este episódio triste da nossa História.

Salazar com a mania de propalar aos quatro ventos, que estava tudo bem e orgulhosamente sós levou o País, para uma guerra, sacrificando durante anos a juventude deste País.

Se todos os dez de Junho, que aconteceram, durante os treze anos de guerra colonial fossem postos em filme, ele seria um passar de cenas cheias de tristeza e drama.

Mães e viúvas com um misto de desgraça e tristeza pungente e dramática, por causa de uma de uma ideologia retrógrada e nacionalista.

E assim durante anos no dez de Junho, lá assistíamos ao triste espectáculo de Mães, Pais e noivas,carregados de um negro e pungente luto.

Lá iam tristes e chorosos receber, das mãos de altas individualidades em poses bacocas umas medalhas de guerra, como isso atenuasse e saldasse a tristeza e perda dos seus queridos filhos. 

Guerra maldita, mas era preciso mostrar ao mundo, que neste País à beira mar plantado, estava tudo bem e feliz.

E assim durante treze anos anos no dia dez de Junho, lá aconteciam as grandes paradas e longos discursos enaltecendo o regime vigente na altura. 

A tristeza de ver Mães e Pais de luto vestidos, pois o seus queridos filhos tinham perdido a Vida naquela maldita guerra colonial, sustentada por um regime podre e caduco. 

Mas aconteceu Abril e tudo mudou e a alegria voltou.

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Guerra colonial: «Cacimbados: A vida por um fio», recomendado por Luís Leote


Este Livro.
Guerra colonial: «Cacimbados: A vida por um fio»



Lisboa – Com uma prosa cativante, onde o humor e tragédia se cruzam espontaneamente, «Cacimbados» de Manuel Bastos, transporta-nos 35 anos atrás para a realidade brutal de luta e sobrevivência de milhares de portugueses coagidos a combater na Guerra Colonial....

Narrando alguns episódios de uma companhia de Artilharia posicionada em Mueda, Moçambique, Manuel Bastos reconstrói um tempo e um espaço carregados de acção.


Com uma expressividade minuciosa, Manuel Bastos vai ao encontro do pormenor para transforma-lo num mundo de significados, sentimentos e reflexões filosóficas sobre a condição humana dos combatentes. 
Conta-nos como «no chão, está um grupo silencioso de fantasmas preparando-se para passar a noite.»

No seu livro, Manuel Bastos, conta o soldado que nunca vacilara «nas picagens das minas, nos golpes de mão, nas emboscadas», cujo rosto nunca «acusa a menor perturbação de espírito», mas que encontra um dia para chorar «de pé apoiado na G3 como se fosse um cajado de pastor».

Manuel Correia Bastos natural de Aguim, conselho de Anadia, foi mobilizado em 1972 para Moçambique onde foi gravemente ferido em combate um ano depois. 

Na sua obra «Cacimbados: A vida por um fio» relata a sua experiência de guerra e os seus efeitos traumáticos.
Titulo: «Cacimbados: A vida por um fio»
Autor: Manuel Bastos
Editor: Babel Editores

Abraço e tenham um Feliz Natal. !!!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Chegou outra vez Maio, por Luis Oeiras Fernandes

Luis Pinto Coelho
Chegou outra vez
Maio, o mês !
No princípio
era Maio,...
as giestas,
o fogo da primavera,
as vidas modestas.

Depois
fizeram despedidas,
longos adeus,
braços abertos,
rumando dos seus.
E passou.
Passou gente,
passou espaço,
passou tempo
e veio cansaço.
A guerra,
o sol,
a chuva,
a terra,
o vento
se aproximou
em passo lento
e tudo passou.
Chegou outra vez
Maio, o mês !
Nesse então
era Maio,
o capim,
o sol do mato,
a seiva carmim.
Depois
fizeram desejos,
rolos de fumo,
braços pendentes
rumando sem rumo.
E chegou.
Chegou o dia,
chegou a sorte,
chegou o tempo
e veio a morte.
A vida,
a carne,
a luta,
o sangue
de nós
se afastou
em passo veloz
e tudo acabou.
Passou outra vez
Maio, o mês !

Poema de Luis Oeiras Fernandes