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domingo, 16 de dezembro de 2018

COMO SERIA SE TIVESSE MANDADO DESCARREGAR O EXCESSO DE AREIA?, por José Augusto Baptista


DIA 13 SEXTA FEIRA, DIA DE SORTE OU DE AZAR?

13 DE AGOSTO DE 1966 SEXTA FEIRA 
No dia 12, pelas 10 horas da noite, desloquei-me à caserna do Pel. Rec. e pedi para estarem prontos às quatro da manhã pois íamos sair de carro. 
Às quatro horas da manhã do dia 13 sexta feira, quando me aproximei do meu carro, notei logo que estava muito mais baixo e com as molas completamente vergadas com o peso da areia, ou seja era mais areia que carro. 
Perguntei quem tinha feito aquilo e a resposta foi muito rápida: Fomos nós, depois do Baptista ter saído da caserna, o Carlitos (condutor do carro) disse que quer fosse em primeiro quer fosse em último ia rebentar uma mina. 

Saltamos todos para cima da areia e a coluna iniciou a marcha em direcção ao rio Rovuma com a secção do alferes Santos a seguir ao rebenta-minas, Uma berliet com nativos e atrelado, a secção do furriel Figueiredo, uma berliet com nativos e atrelado e nos em último lugar. 

Texto alt automático indisponível.

A cerca de 4 Kms, em fracções de segundos, apercebi-me de uma nuvem preta a subir. 
Parei no tempo e quando voltei à realidade estava em pé dentro de um buraco que me cobria até aos ombros. 
A única coisa que via era um carro completamente desfeito. 
Com a noção do perigo, saltei do buraco, peguei na primeira G3 que encontrei e, do meu pessoal, não via ninguém. 
A poucos metros de mim surgiram gritos de terror: Meu furriel, estou sem pernas. 
Corri para o homem e enquanto examinava as suas pernas pedia-lhe silêncio explicando-lhe que não tínhamos protecção nenhuma. 
Como não notei qualquer anomalia nas pernas mostrei-lhe a direita e depois a esquerda, a sua alegria foi de tal ordem que quebrou todo o silêncio com fortes gargalhadas de satisfação. 
As outras duas secções do pelotão, após o rebentamento, correram em defesa do rebenta-minas, nunca imaginando que fosse atrás, traziam um grande pedaço de pneu que foi cair à frente do rebenta-minas e já todos nós estávamos refeitos do acontecido, sem ferimentos de maior.

COMO TERIA SIDO SE NÃO FOSSE SEXTA FEIRA 13? 
COMO SERIA SE TIVESSE MANDADO DESCARREGAR O EXCESSO DE AREIA?

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Mina anticarro, por António Conde

 
 
Quanto á Mina anticarro, recordo-me de ter detetado uma muito próximo do Trilho do Chindorilho.
Um colega, (o Seop), limpou-lhe a terra de cima, deitou-lhe a mão á asa para a puxar.
Eu apercebi-me de qualquer coisa do lado, entre a Mina e a terra e mandei para que parasse imediatamente.
 
 
 
Arranjamos uma pequena gancha, porque também já tínhamos ouvido falar nisso, prendemos uma corda á asa da mina, depois a corda em cima da gancha, próximo do buraco, puxámos e a gancha faz com que a Mina saia do buraco.
 
Mas o que aconteceu, foi que a Mina saltou do buraco e daí a três ou quatro segundos explodiu no buraco uma granada de mão.
 
 
 
Portanto os Turras faziam uma pequena cavidade entre a Mina e a terra, colocavam nessa cavidade uma granada de mão, com a cavilha voltada para o lado da Mina, onde ficava ali entalada entre a Mina e a terra.
 
Tiravam a cavilha, cobriam com terra, sempre com muito cuidado desfaçavam o local o melhor possível e ali estava a ratoeira pronta.
 
Se não fosse detetada e calcada com uma viatura, explodia a Mina e a granada.
 
Se fosse detetada, colocava-se um petardo de 250g. em cima da Mina e lá explodia tudo.
 
Alguns curiosos, gostavam de as levantar, se não estivessem armadilhadas, tudo bem; mas se não se apercebiam da armadilha, ao mexer com a Mina para a levantar, dali a alguns segundos rebentava a granada de mão e então explodia tudo junto e desaparecia com quem estava á volta.
 
Foi assim que aconteceu a um militar, quando em fevereiro de /72, a minha Companhia seguia pela primeira vez de Mueda para o Sagal, onde acampámos.
 
Os poucos e pequenos bocados que se encontraram, couberam numa caixinha de ração de combate.!
 
 


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

OS ESTROPIADOS, por Abel Lima

 
Abel Lima

Só mais um bocadinho da história do BART2901 e de Nangololo - pág. 93
(Lembro que este batalhão teve 19 baixas mortais e 43 feridos graves)
 


OS ESTROPIADOS

Cabo Delgado de etnia Maconde,
Eterna prisão do meu pensamento.
Imagem que o meu olhar não esconde,
O ter vivido em tanto sofrimento.

Sem membros, cegos os estilhaçados,
Foram quarenta e três feridos graves.
Para sempre ficaram mutilados,
Sem cura para tais enfermidades.

Trouxeram as sequelas da guerra,
E com elas tiveram de viver.
Além de sofrerem naquela terra,
Sofreram também cá até morrer.

Sem lhes reconhecer seu valor
Votados p'ra sempre ao esquecimento.
Se não lhes puderem tirar a dor,
É justo dar-lhes reconhecimento.

Há muito mais mas fico por aqui... Gostei deste livro.
 

João Maria Ribeiro Silva

Já agora para completar o comentário tivemos ( BART 2901 ) ...
Mortos = 17,
F/Graves = 38,
F/Ligeiros = 56,
por acidente 
Mortos = 2,
F/Graves = 5,
F/Ligeiros = 5 
Total 123 ........

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O Dia em que Comandei a Companhia, por Manuel Correia de Bastos


O primeiro objetivo de um soldado é permanecer vivo, e não há soldado que não faça tudo para sobreviver; mas a um enfermeiro na guerra é exigido mais do que isso.
 
É necessário que se esqueça de si no momento mais perigoso e vá em socorro dos que tombaram, trocando a arma pelos produtos de enfermagem, que terá que manejar com os cuidados e assepsia possíveis no meio do pó, da terra, da confusão e do perigo de morte.

É a ele que cabe dizer-nos que tenhamos coragem, que não vamos morrer, quando ficamos feridos, e é a ele que cabe procurar o que resta de nós na picada ou no meio do capim quando somos feitos em pedaços por uma mina, e depois arrumar o que se pôde encontrar para que as nossas famílias, lá longe, venham a ter algo de nós para velar.

Quando se ouve o sinistro estampido de uma mina todos os soldados se atiram ao chão, rastejam e se protegem debaixo das viaturas.
Todos não. O cabo Costa levantou-se quando os outros se baixaram, e foi em busca dos feridos. Dirigiu-se ao Raimundo e preparou-se para o socorrer.
A cara dele numa pasta de sangue quase sem ver nada.
– Vai procurar o Lemos, Costa.
Vai socorrer o Lemos.

Não tinham passado mais de vinte segundos desde a explosão.
Vinte segundos em que se pode aprender o que não se aprendeu em vinte anos.
Vinte segundos que me fizeram dar um salto psicológico.
 
É frequente justificarem-se os atos insanos praticados na guerra, com a tensão vivida nos momentos de perigo.
Homens pacíficos; camponeses, operários, estudantes, empregados de escritório; transformados durante anos em predadores, sofrem um desgaste moral impensável em momentos de paz…
A síndrome da degradação moral.
A génese do distúrbio pós-traumático.
Mas… em casos por ventura raros; estou seguro, obtêm uma sublimação moral, um salto psicológico.
Se tem algum fundamento a resistência psicológica de que me gabo constantemente, devo-a a esses vinte segundos.
Tenho a certeza que se a guerra me tivesse dado oportunidade, teria saído de lá muito melhor do que entrei.
Um homem com a missão de salvar os seus pares no pior momento do perigo.
Um homem em risco de ficar cego por uma mina traiçoeira a pensar no seu camarada tombado na picada.
Vinte segundos da minha vida que guardo religiosamente como um legado de valor incalculável.
Há muito que a guerra acabou, e durante estes anos todos, alguns de nós guardam em silêncio imagens como estas.
É que, entretanto, outras guerras tiveram lugar, onde outros soldados com mais de vinte anos de vida, mas sem terem ainda os vinte segundos que lhes permitissem dar o salto psicológico que os fizessem crescer, julgam que é o gatilho das armas que empunham, que fazem deles heróis, ou homens dignos de admiração pelos outros representantes da sua espécie.
Alguns de nós, guardam em silêncio muitos vinte segundos como estes e olham para o lado incomodados, quando a televisão mostra em direto as guerras que não param de se suceder, transmitidas como espetáculos de circo.

Durante anos e anos, tenho revivido a imagem do enfermeiro Costa a tentar socorrer o Raimundo e depois a ir em busca do Lemos partido em dois no meio da picada, e por vezes tento imaginar o que seria ver essa imagem na televisão à hora do jantar, ou no café, no meio das risadas dos amigos, e acabei por perceber porque tantos de nós optam pelo silêncio.
É por pudor que o fazem.
Por não serem capazes de expor em público uma memória do foro íntimo.
Seria como subir a um coreto para chorar um desgosto profundo.
É algo demasiado valioso para ser tratado como um entretenimento passageiro, como um fruto que se sorve rapidamente cuspindo o caroço para o chão.
Os consumidores de emoções rápidas aprendem a não penetrar na essência das coisas; entendem das coisas apenas o que o olhar apreende; fazem com toda a informação o que fazem com a comida, mastigada à pressa entre duas tarefas urgentes e inadiáveis, dado que toda a fast-food é apenas para defecar.
 
Não poderão entender as emoções envolvidas numa frase assim, aparentemente banal, "Vai socorrer o Lemos", dita entre a vida e a morte, entre a coragem e o medo, entre o instinto primário de sobrevivência e o altruísmo, entre o cumprimento do dever e o sentido crítico.
Não poderão entender que um ato que envolva risco para quem o pratica só merece ser considerado corajoso se não for gratuito ou exibicionista, e se for consciente; isto é, é preciso sentir medo para se ser corajoso.

O Raimundo ia a comandar a companhia, foi ferido, recebeu o socorro corajoso do enfermeiro Costa, e fez ele próprio a triagem da emergência médica, secundarizando-se, ficando na berma da picada, escorrendo sangue do rosto, ainda sem saber se não ficaria cego.
– Vai procurar o Lemos, Costa.
Vai socorrer o Lemos.
Eu era agora o mais graduado da companhia.
E era preciso continuar, era preciso estar à altura do cargo que recebi do Raimundo, era preciso encobrir o medo, cabia-me a mim agora fingir coragem.
Mas fingir coragem, é na guerra, a única coragem possível.
Os helis vieram e levaram os feridos, a coluna organizou-se e continuou a sua missão.
A tensão, o medo e um ódio indefinido tomou conta de todos como era costume.

E longe dali, os que verdadeiramente mereciam ser objeto do nosso ódio, aqueles que não tinham coragem de tomar decisões com medo de mudar o rumo da história, por não estarem à altura dos cargos que ocupavam, continuaram ainda por muito tempo a manter tudo na mesma, até que um dia o nosso ódio não coube mais em nós, e apeámo-los do poleiro.
 
As mesmas mãos e as mesmas armas, e a mesma generosidade.
Quando um povo é capaz de lutar e descobre que não são justas as causas que lhe deram, inventa uma.
Depois seguiu-se um longo período de silêncio sobre a Guerra Colonial em que a nação inteira pareceu viver um coletivo distúrbio pós-traumático do stress de guerra.
Silêncio só entrecortado por uma falsa autocrítica de características tipicamente portuguesas, que se apressou a fazer alarde de todos os erros e crimes dos soldados portugueses, desculpando ou ignorando os dos seus opositores na mesma guerra; o que ainda assim teria algo de positivo se fosse genuína e contribuísse para uma reeducação coletiva, porque todos os crimes merecem denúncia e punição.
 
Mas infelizmente essa autoflagelação, essa ancestral e muito portuguesa lamúria auto punitiva, não passa de uma cobarde generalização dos erros dos nossos pares com o intuito de parecermos individualmente a excepção à regra.
A mesma pseudo-autocrítica que ao longo dos anos só tem contribuído para perpetuar o enaltecimento reverencial dos feitos alheios e cultivar a baixa auto estima nacional.
Mas se a má consciência pátria esquece os seus soldados assim que não precisa deles, ou se acha que é fingindo que nada aconteceu que paga a sua dívida para com a História, é porque não aprendeu nada.
Tão indignos são os governantes que não estão à altura da história por tentarem manter uma guerra injusta, como aqueles que se esquecem das suas vítimas.
E nós?
Será que nós não temos a obrigação de pôr o pudor de lado e contribuir com a nossa experiência para que os nossos filhos não permitam que cheguem ao poder aqueles que hão-de enviar os nossos netos para a guerra?

Há muitos anos, nesse dia em que eu tive que comandar a minha companhia, numa picada perdida no meio do mato, no norte de Moçambique, o enfermeiro Costa ainda teve que se erguer mais uma vez, quando soou de novo o sinistro baque de mais uma mina; e enquanto os outros se atiravam ao chão.
Durante alguns minutos, nos minutos mais perigosos que se podem viver numa guerra, teve que se esquecer novamente de si, porque a guerra lhe entregou a minha vida para salvar.
E o comando da companhia, como um testemunho, que eu recebera do Raimundo.
Nesses curtos minutos em que a vertigem da morte eminente nos leva todos os sentimentos e ficamos completamente despidos por dentro, só um olhar humano nos restitui a vida.
O olhar a fingir coragem, a única coragem genuína.

E até ao resto dos meus dias, aqueles momentos da mais genuína coragem que um homem pode testemunhar, criaram-me uma enorme responsabilidade; a de tudo fazer para que esta vida que o enfermeiro Costa salvou mereça a pena ser vivida; quanto mais não seja para que o seu ato heroico não se viesse a tornar num inglório, gratuito e inútil sacrifício.
 


 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Memórias da Mataca - “Terra de minas, entre os cafres.”, por Manuel Correia



Verdade, verdadinha, é mesmo este, o significado que o dicionário online de Português atribui à palavra Mataca.
 
Sem dúvidas…terra de minas. Entre os negros…as minas da Mataca!
 
Foi há muito tempo!
Sei que eras das transmissões de Infantaria da C.Caç.2555, sei que eras um bom rapaz, sei que éramos amigos, sei que éramos todos uma família.
Não me lembro do teu nome, porque deve estar enrodilhado nalguma cicatriz da minha memó...ria, mas lembro-me, isso sim, que espalhavas um pouco da tua alegria por aqueles que te rodeavam.

O sol já espreitava na crista da serra Mapé, quando saímos da Mataca para Macomia!
Era necessário ir buscar qualquer coisa para enganar o estômago, nem que fosse um pouco de feijão-frade recheado com gorgulho.
Trinta kilómetros não são muito para os nossos dias, mas, naquele tempo e naquelas circunstâncias, demorava-se quase um dia a percorrer o trajeto.
 
É que palmilhar a serra Mapé era dobrar o nosso cabo das Tormentas.

Kilómetro quarto… nem sei descrever com precisão o que se passou: Um estrondo sem medida, a grande aventura de voar sem asas, alguns feridos, uma berliet com a frontaria toda estragada, o Lameira a berrar pelo mato fora… que grande confusão!
Depois disto tudo e enquanto ouvia as lamúrias do Capitão Alcides, por a berliet estar danificada, vi o nosso entendido em Transmissões, com a cara toda enfarruscada e um sorriso sem convicção, a sair penosamente da cavidade que o rebentamento da mina tinha provocado.
Até me esqueci que a minha perna direita estava a sangrar e ri-me, ri-me com vontade, depois de ouvir o seu desabafo:
-Meu Alferes, estava-se ali tão quentinho!
 
Era assim na Mataca:
Palco de coisas simples, terra de minas e local de sinais contraditórios onde amizade; alegria e juventude conviviam com guerra; fome e sede… morte.
 
Hoje, bamboleando entre o pesadelo e a saudade, atrevo-me a afirmar que a Mataca, além de ter sido o degredo de muita gente, também foi uma grande escola, onde jovens mais ou menos ingénuos se tornaram em adultos experientes que aprenderam a superar as dificuldades da vida.
 
Hoje, a muitos anos de distância, continua a ser grande, o simbolismo da Mataca:
É muito bonito, sempre que uns poucos sexagenários da C.Caç.2555, comandados pelo nosso “Escrita,” continuam a transformar-se em adolescentes, quando, num alegre convívio, teimam em reavivar, por um dia, as recordações do tempo em que riram, trabalharam e sofreram juntos na “Terra de minas, entre os cafres”!
 
Manuel Correia
 





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    Jorge Manuel Almeida Fonseca Luís Leote, uma pergunta inocente, fez parte da C.C. 2555?????
     
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    Luís Leote Não, amigo Jorge Manuel Almeida Fonseca. Fiz parte da CCav 2750, que rendeu a CCac 2555, se não estiver enganado.
     
  •  
    Armando Guterres E eu fui substituir o Leote CCav 3507. E também cheirei a pólvora, só que estava uns carros atrás.
     
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    Jorge Manuel Almeida Fonseca A 2555 tem muitas histórias que contar, o Cap. Alcides só esteve na Mataca 3 ou 4 meses.
  • Essa mina que deu cabo dessa Berliet foi a única que tivemos na picada para Macomia.
  • Isto logo nos primeiros tempos.
  • Neste dia não apareceu ninguém da aldeia para ir para a sede do Batalhão. o que foi interpretado como sinal de problemas
  • A partir dai não houve nenhuma coluna que não tivesse que ir sempre alguém da aldeia.
  • Os putos estiveram 15 dias sem sobras das refeições. Há mais histórias mas ficam para outro dia.

  •  
    Armando Guterres Todas as colunas foram feitas com população civil.
     
  •  
    Jorge Manuel Almeida Fonseca O José Cruz é que te sabe contar a história completa do Capitão Alcides..
  • Também é de 1ª apanha.
     
  •  
    Americo Maceiras Caetano Mataca, Coveque, Serra do Mapé e Macomia, triângulo da morte...
  • Um conterraneo está num lar porque esteve na Mataca em 1968/69.
  • Como Sapador da CCS em Macomia do BC 2837 socorri diversas colunas de Mataca a Macomia.
  • Meu amigo de escola primaria caiu, sofreu emboscadas e viveu a historia do Coveque.
  • Ficou traumatizado..
  • Como ele há mais... 
  •   Terreno mau....
  • Graças á coragem de muitos, muitos outros estão ainda entre nos, mas por ex. eu fui em rendição individual, substituir um colega que se foi... no Coveque.
     
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    Fernando Augusto Telles Montenegro Fotos que dizem o que era chuva no tempo dela.
  • Fiz picadas e colunas nestas condições muitas vezes.
  • A minha e todas as Mercedes da Engenharia não tinham capota nem para brisas, era levar com ela até aos ossos.