quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

EU VI NA TVI, EU HOJE CUSPO FOGO..., por Manuel Lopes

  • «EU VI NA TVI, EU HOJE CUSPO FOGO»
    Todos nós vimos a triste realidade na TVI, o que nós não queríamos, pois dói muito.

    Amigos irmãos camaradas COMBATENTES. Ainda... á muito coisa para mostrar e contar, muitas maldades e traições que a todo o momento nos fazem sofrer e corroer o nosso corpo e o nosso ser, a nós «COMBATENTES E NOSSOS FAMILIARES» vou contar um triste acontecimento que se passou comigo talvez á dez anos, para mim foi um crime, um ataque, um bombardeamento, talvez igual aos que sofremos na guerra do ultramar, este foi feito por alguém a quem eu apelido de «terrorista, porco, assassino».
    Eu fiz-me sócio da associação APOIAR Portuguesa dos Veteranos de Guerra em 2001, onde eu me sentia muito bem apoiado, quando eu precisava de qualquer informação telefonava, eram pessoas impecáveis, incansáveis, os nossos amigos da APOIAR quiseram saber tudo a respeito á minha saúde, como eu me sentia da parte sistema nervoso, como estava a ser medicado e se andava a ser vigiado, o que os informei, pediram-me cópias e dados a respeito a medicação, consultas e internamentos, de tudo, eu enviei tudo pelo correio e, telefonei no momento, os nossos amigos da APOIAR, ao receberem telefonaram-me com urgência, informando que iam enviar tudo de volta e, que já tinham entrado em contacto com uma unidade hospitalar na minha Cidade de Leiria, não vou mencionar o nome pois, as pessoas competentes não merecem ser enxovalhadas pela atitude do tal terrorista, onde eu ia ser consultado e passava a ser vigiado, para eu estar atento pois, ia receber uma carta com urgência a avisar-me para me apresentar.
    Passada uma semana recebi a carta com a data e a hora e local para me apresentar na consulta, para levar toda a documentação que tinha enviado e recebido da APOIAR.
    Na data certa apresentei-me, convencido que ia ser medicado com a medicação certa para resolver o meu problema que me atormentava o sistema nervoso, as noites sem dormir, os sonhos das matas dos DEMBOS, tudo isso.
    Foi chocante, doloroso, triste, revoltante, foi como se tivesse levado uma rajada no meu peito, ainda hoje «cuspo fogo», mas, foi verdade, fui atendido por um médico que tinha idade de ser meu filho, que, me pediu-me o envelope com toda a documentação, os tais que eu tinha enviado para a APOIAR e eles me tinham devolvido com folhas muito importantes assinadas por eles, o senhor que dizia ser médico, ao ler e ver que eu tinha andado na GUERRA do ULTRAMAR, agarrou na minha papelada, olhando para mim a sorrir, rasgou e colocou no cesto do lixo, eu, ao ver tudo aquilo perguntei o que estava a fazer, respondeu, «QUE EU FAZIA PARTE DOS TAIS QUE SE CONSIDERAVAM HERÓIS, QUE QUERÍAMOS VIVER SEM TRABALHAR, VIVER À CUSTA DELE E DE OUTROS QUE TRABALHAVAM DE NOITE E DE DIA, QUE O NOSSO PROBLEMA ERA FALTA DE NOS OBRIGAREM A TRABALHAR E, SERMOS CONTROLADOS A TOQUE DE CHICOTE», que ele, também tinha andado na guerra nas três províncias e, tinha que trabalhar, eu ao ver e ouvir tal crime, como uma mola, levantei-me da cadeira, caminhei para ele, fixei o meu olhar no dele, penso que os meus olhos deviam estar maiores que as lentes dos meus óculos e a quererem saltar, só exclamei que era injusto o que eu estava a ver e a ouvir, dei mais um passo em frente, o tal senhor médico, recuou, agarrou no cesto dos papeis, saio porta fora correndo pelo corredor fora olhando para trás, talvez com medo de acontecer o que ele merecia, nem os papeis rasgados me deixou, para eu poder ir á secretaria, ou falar com o diretor da unidade para contar o que se tinha passado, fiquei de pés e mãos atadas, fiquei muito nervoso, muito revoltado e desiludido, saí porta fora, não vi o tal senhor, nem valia a pena abrir a boca pois, não tinha dados para poder mostrar e justificar o que me tinha acontecido, só me restou voltar para casa com a triste história para contar, não comuniquei a APOIAR a quem peço imensa desculpa por ter deixado de ser sócio, pois, fiquei muito revoltado e desiludido com tal atitude desse tal «turra».
    «MANUEL KAMBUTA DOS DEMBOS»