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domingo, 29 de maio de 2016

Xi patrão. ..não aguente mesmo!!!!!!!, por José G. D'Abranches Leitão



Chai - 1971



Alvorada!
O dia começa a "acordar"!!!
Os cheiros da noite....os ruídos. ... o cacimbo...as rotinas dentro do arame farpado!

Um cipaio aproxima-se da "porta d'armas"...e quer falar com o Alferes médico!
O sentinela. ...faz sinal a um companheiro que já ia de copo de cantil a fumegar...com o "café com leite "...
Vai dizer ao nosso Alferes médico que esta aqui o "Badalo " muito aflito....

- Senhor Médico. ...a minha mulher está a sangrar muito!!!
- O que é que lhe aconteceu?

Sangrar?
Caiu?
- Não Senhor Médico. ...a mulher deita sangue da..da...da....
- oh homem desembucha?
- mijar ...mijar senhor Médico! !!!
- Oh homem o que é que aconteceu?
- Mataco....toda a noite, senhor Médico!


- Vai la buscar a tua mulher!
Corre, grita-lhe o Alferes médico.
Moral da história!
A infeliz....tinha a vagina rasgada! Levou 27 pontos!

O "Badalo" dava jus ao nome.

Receita para a mulher....ir à enfermaria todos os dias para tratamento médico.

Receita para o "Badalo":
Um médico inspirado....arranja as anilhas dos frascos de comprimidos LM. ....que tinham um diâmetro apropriado (cálculo feito com uma margem de mais 2 a 3 cm do normal) e explica ao cipaio que....quando voltar a fazer "máquina "....em de colocar anel no pénis e só introduz até ao limite da anilha!
Como o  sigilo médico não imperava naquelas bandas.....durante o dia a conversa comum....foi a "historia da mulher do Badalo"!!!



- Xi patrão. ..não aguente mesmo!!!!!!!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O que sentimos, por José Monteiro



Mais um pequeno texto sobre o período que passei em Mueda.

O que sentimos........

O que sentimos perante uma distração, onde não ouvimos uma ordem militar e nos dão um violento soco, que quase nos leva ao chão ?????

O que sentimos quando, após uma emboscada, percorremos toda a coluna perguntando se houve problemas e nos dizem - suba para a Berliet - e vimos um camarada estendido, já morto, quase a olhar para nós ??????

O que sentimos quando estamos perante um condutor, que o seu carro tinha acabado de rebentar uma mina, e que estando á espero do heli, para evacuação, apenas nos diz - Tenho imensa sede - e quando chegámos ao aquartelamento soubemos que tinha falecido ???????


O que sentimos quando montamos uma armadilha, escolhemos o local de provável passagem, e semanas depois encontramos um morto, civil, fruto da nossa ação militar ?????????


O que sentimos quando praticamos atos, em situação de guerra, que normalmente não praticaríamos ???????


O que sentimos quando estamos alinhados, frente ao quartel, prontos para a nossa última operação e ouvimos do responsável hierárquico - Esta é fácil, depois vamos para Sul - sabendo nós que para ele as operações foram sempre fáceis, pois "baldou-se " a quase todas ???????
                 

O que sentimos quando estando no aquartelamento, vimos passar um helicóptero em direção ao hospital????
                 

O que sentimos quando vimos pela televisão, ex-camaradas que fizeram o mesmo percurso e que hoje andam errantes pelas ruas, sem abrigo ???????
                 

O que sentimos, quando vamos pela primeira vez de férias, saindo daquele inferno, nos encontramos já na cidade e ao atravessar uma rua ao ouvir o simples buzinar, vamos imediatamente com as mãos à posição, onde normalmente, encontramos a G3 ??????
                 

Sentimos ódio, revolta, interrogação, abandono............
                 

O que sentimos, passada essa tormenta, passados esses anos e nos encontramos em reunião anual ?????????
                 

Sentimos quentes abraços, alegria de estar novamente com os "velhos" companheiros de armas.

Contamos alguns factos novos, outros são contados de maneira diferente, mas essencialmente sentimo-nos BEM.

E o futuro ??????

Será, certamente, MELHOR, pois já há NETOS nos nossos encontros e eles comunicam com os "velhos" combatentes através da net.

Linda-a-Velha Agosto de 2011
 
 
Antonio Nascimento o que diremos.
Diremos que todas as guerras são feitas por interesses de uns poucos pra prejuízo de milhões.
 

 
Antonio Nascimento que diremos que não queremos os nossos filhos e netos passem por aquilo que passámos.
Que diremos que fomos carne para canhão para o ego das sanguessugas e...
 
 
Antonio Nascimento tubarões do nosso País.
Que diremos que eles façam o dever deles e sejam cidadãos de direito e consigam correr com a escumalha que nos governa.
 

 
José Da Silva Dias Enquanto lia tuas linhas senti o tempo que ao tempo sentia o que sentia na altura que acontecia em ti...
Um abraço pela relembrança de tempos idos mas atualíssimos !
 
 

 
Rodrigo Crispiniano Saraiva Mendonça Gostei muito do texto e reavivou-me memórias.
 
 

 
Fernando José Alves Costa Belo texto, obrigado amigo Jose Monteiro por me fazeres pensar em quanta hipocrisia ainda hoje vivemos.
 
 

 
José Alves Alves Boa tarde José Monteiro.
Li o teu relato com toda a atenção.
É um desabafo real, que nos marca muito. 
Sem pieguices posso afirmar-te que chorei, pois ao ler o que escreveste, senti-me totalmente transportado para o cenário que viveste.
Posso dar-te um conselho?  
Escreve um livro e atira cá para fora tudo quanto tens acumulado há já mais de 40 anos.
Eu assim fiz, escrevi o livro que me identifica (em vez da minha foto) e depois de o ter escrito, senti um enorme alivio no dia do lançamento.
A partir daí, todos os traumas que eu tenho, passei a partilhá-los com quem o quiser ler, especialmente, filhos, neta, amigos e todos quantos o lerem.
Agora posso morrer tranquilo, pois aquela enorme pressão que sinto permanentemente, não está apenas comigo.
ESCREVE E ATIRA CÁ PARA FORA TUDO QUANTO ESTÁ A MAIS.
Um forte abraço.
ALVES
 

 
Jose Monteiro Obrigado José Alves Alves, mas isso de escrever um livro não tenho fôlego (palavras) para isso.
 
 
Jose Capitao Pardal Jose Monteiro um sentir que partilho contigo...
Irá para o meu blog, se não vires inconveniente...
Conseguiste expressar o sentimento da generalidade daqueles que passaram pelo mesmo...

 
Jose Monteiro Obrigado.
Estás completamente à vontade, é com muito gosto.
 
 
Jose Caramelo José Monteiro
O que sentimos quando alguém nos acorda e diz vem comigo ao cemitério porque eles não estão bem mortos e dispara sobre as campas.
 
O que sentimos quando numa noite estás beber e cantar com um amigo e no dia seguinte este está numa caixa de pinho.
 
O que sentimos quando alguém espera pelo Hélio, traz um bocado do pé de um camarada para enterrar e por ser hora de almoço o coloca em cima da mesa onde nos encontramos a comer.
ETC.
 
Só quem esteve em MUEDA consegue saber.
 
Porque ainda acordo de noite e não consigo dormir mas o pensamento vai para essa Terra PORQUÊ?
 
 
Jose Monteiro Aquilo não esquece, está sempre presente.
Um abraço.
 
 
Jose Caramelo Por mais voltas que dês quem lá esteve jamais esquecerá.
 
Duilio Caleca E porquê ???' 
Para nada, pura e simplesmente para destruir uma geração de jovens enquanto outros menos jovens se empanturraram com o sangue fresco da "manada".
 
Jose Monteiro Foi tudo isso, até que rebentou, já ninguém aguentava mais.
 
 
José Alves Alves Tens, tens.
É preciso algum eu sei, mas noutras ocasiões tiveste fôlego para suportar outras faltas de ar, para ajudares a resolver assuntos mais complicados.
FORçA amigo !
 

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Episódios Nangololo 1970, por João Maria Ribeiro Silva

 
 
Resumo da Pag. 300 - 306 .... sobre a história deste avião que ficou na pista de Nangololo com o trem de aterragem partido .... e que durante uns dias tinhamos... de sair do arame farpado para o guardar de noite ....

Pag.300 -

A GUERRA NA PICADA Deitado sobre uma maca de lona colocada em chão frio e húmido, aquele companheiro era a imagem real do pesadelo que me atormentava.
Via-o sofrido , angustiado com lágrimas de uma amargura infinita.
Sofria na carne e no intimo os horrores de uma guerra que tudo lhe desfez ........

A Força Aérea não voava de noite......
Quando conhecemos a decisão de evacuar os feridos de táxi aéreo vindo de Nampula, mais confuso fiquei.
Mueda ficava ali ao lado ...

O facto de o aquartelamento se encontrar completamente ás escuras, não podia facilitar a sua localização.
Alguém se lembrou com o recurso a tochas feitas com latas de cerveja vazias .... que estavam no lixo.
Colocamos gasóleo com óleo queimado e com a ajuda dos farois de uma viatura, iluminámos as bermas da pista para a balizar.

Uma horas mais tarde com o negrume da noite à distância de uma mão por cima das nossas cabeças, quando o ruido se ouviu sobre nós, como que ligadas em cadeia as tochas se iluminaram.
O piloto não conseguiu localizar-nos devido à densa neblina, alvitravam uns......
Será que regressou a Nampula?, inquiriam outros.

Uma hora mais tarde, com muitos de nós já descrentes chega-nos um temido zumbido.
De novo corremos para a pista e ela se iluminou.
Inesperadamente ouço um ruído abafado e constato que a aeronave guinou com a asa esquerda a roçar pelo chão até parar no arame farpado.

Quando vi um corpo meio desnudado com uma perna decepada, senti-me desorientado.
Por fim perguntei ao piloto: de onde vem ele?
De Muidumbe.
Ficámos então a saber que já vinha a caminho de Nangololo quando lhe transmitiram o pedido de Muidumbe para evacuar um ferido grave ......

A FORÇA AÉREA NÃO VOAVA DE NOITE MAS OS PILOTOS CIVIS SIM ...
ARRISCAVAM A VIDA.
Pensamento meu ......

  • Antonio Sa em que ano foi isto? este avião ficou lá para sempre? não é deste que o nosso alferes tirou o banco para descançar das caminhadas e a c.cav. 3561 tirou os rádios?
  • Duilio Caleca Será ???? Nangololo ????
  • Antonio Sa ? ao fundo não é a caserna do pessoal das "daimleres"?
     
  • Duilio Caleca Aguardemos para esclarecer.
  • Mas que os bancos fizeram muito jeito, lá isso fizeram.
     
  • Antonio Sa é fácil tenho fotos eu deitado em cima da asa que mandei para a família a dizer que estava a voar nas nuvens e vejo a matricula da aeronave.
     
  • João Maria Ribeiro Silva CAROS AMIGOS LEIAM O RESUMO DA HISTÓRIA DESTE AVIÃO EM NANGOLOLO -1970 - QUE DESCREVO POR BAIXO DO AVIÃO ....
     
  • Antonio Sa amigo João Maria por baixo não tem mais nada.
     
  • Duilio Caleca Eu passei alguns meses a iluminar a pista com latas de cerveja com gasóleo e um pavio acesso e só vi aviões civis, pela calada noite sem iluminação alguma, não fosse os mísseis fazer das suas.
  • Depois deu-se o 25.
  • Coincidências.
     
  • Armando Guterres Na Mataca também ficou uma noite, aterrou apesar de estar avisado que a pista estava encharcada.
  • No dia seguinte com a pista seca lá seguiu à sua vida.
  • Outra vez, com a informação dada no Chai de pista operacional na Mataca, ao sobrevoar a Mataca com um lindo sol e sem nuvens "uma maravilha" seguimos para Macomia porque as valas do aquartelamento estavam cheias da água da chuva...
     
  • Antonio Sa creio que não é o mesmo avião, numa foto que encontrei as janelas não são redondas. mas amanhã tiro duvidas com outras fotos.
     
  • Antonio Sa ó Duilio o padre fazia procissão na pista?
     
  • Antonio Sa Segundo contaram o piloto esteve lá e tomou umas cervejolas.
  • Quando levantou pensou que já ia no ar virou e deu com a asa na pista e lá ficou.
     
  • João Maria Ribeiro Silva Antonio Sa, o avião ao aterrar partiu o trem de aterragem, de noite, como relata o resumo que escrevi, tirado do livro a Guerra na Picada do meu camarada António Soares, em Nangololo no ano de 1970.
  • Vindo de Muidumbe com um ferido grave, para levar outro de Nangololo também com um ferido grave.
  • Conclusão tiveram de ficar a noite toda no acampamento, gemendo com dores (sem um perna cada um) à espera do Heli para os levar para Mueda ... misérias da guerra ...........

  • Antonio Sa João Maria, ok não existe ligação nenhuma são dois casos diferentes entre estes dois aviões.
  • Santos Silva Teve um furo ou kkkkk!!!
     
  • António Soares A diferença entre os dois aviões também é temporal: um acidente aconteceu em 1970 e o outro em 1972.
     
  • João Maria Ribeiro Silva e já agora Santos Silva se ler o resumo que escrevi sobre o acidente , perceberá o que aconteceu ... na pista encontravam-se pequenos montes de terra, para tapar os buracos, que iam aparecendo ..... por azar tivemos uma evacuação nesse dia de um ferido grave e aconteceu o desastre, por ser de noite cerrada ..... AZAR ....
     
  • Abel Lima Sobre o livro " A Guerra da Picada".

  • Finalmente ...
    Um livro que descreve com realismo, não só o dia a dia em Nangololo, mas também o estado de espírito dos militares que lá permaneciam meses a fio;

  • Um livro que relata episódios de guerra e que, em minha opinião, será muito bem compreendido e melhor apreciado por todos aqueles que por lá passaram durante e depois dos acontecimentos e fará refletir muitos outros, especialmente aqueles que, ainda hoje, afirmam que a guerra ou melhor a guerrilha estava ganha ou então que ela nunca existiu ou ainda que podíamos e devíamos dar continuidade àquele estado de coisas.
  •  
  • Arrisco-me mesmo a afirmar que até aqueles que estiveram em Nangololo, no início do conflito, também ficarão surpreendidos se lerem o livro.
  • Pena esta edição não ser documentada com as muitas fotos que o autor possui e já divulgou no Facebook.
  • Sairia muito valorizado;
    Um livro que traduz a triste realidade que se vivia por aquelas paragens.
  •  
  • Estes dramas agora contados passavam, na altura, de boca em boca e iam chegando ao conhecimento dos "checas".
  •  
  • Recordo que, dois anos depois, o episódio da água servia ainda de exemplo e era lembrado sempre que era necessário lá descer;
  • Um livro que vem esclarecer algumas dúvidas que me acompanhavam há longos anos relativamente às Companhias que nos antecederam em Nangololo e confirmar aquilo que eu sempre pensei e defendi sobre os motivos que determinaram o abandono dos chamados destacamentos de Miteda e de Muidumbe deixando apenas Nangololo, sob o comando de um capitão.
  •  
  • Tal aconteceu porque a situação se agravava de dia para dia e a partir de determinada altura tornou-se quase impossível continuar a fazer a chamada "guerra na picada".
  • As perdas humanas e de material ultrapassavam tudo aquilo que, mesmo para os "donos da guerra", sempre bem mais preocupados com o material, seria razoável e tolerável.
  • Em tempos eu escrevi algures que os militares continuaram em Nangololo apenas para "marcar presença" na zona, já que estrategicamente o local não teria grande interesse militar, mas o autor é mais exato e concordo com ele quando afirma, não recordo bem se com estas palavras, que a presença de militares naqueles locais servia para "entreter e manter ocupada a guerrilha" evitando que ela se estendesse para sul. Por outras palavras "carne para canhão".

  • Estive no local dois anos depois do autor do livro e durante 20 meses (julho 72/fevereiro 74).
  • O que mudou:
    Os reabastecimentos, enquanto foi possível, passaram a fazer-se por via aérea, abandonando-se as perigosas colunas (durante a nossa permanência apenas foram efetuadas duas entre Mueda e Nangololo, com os resultados que são conhecidos e não vou repetir aqui);
  • Por este motivo os bens alimentares eram escassos e por vezes faltavam.
  • Tempos houve em que chegou mesmo a esgotar a cerveja e outros em que esta teve de ser racionada;
    As picadas da zona, sem uso, foram absorvidas pela vegetação e praticamente desapareceram;
    A engenharia dotou o destacamento de um furo (90 m de profundidade, segundo constava) com bomba para retirar a água, deixando de ser necessário o abastecimento periódico na perigosa nascente, recorrendo-se a esta apenas nos casos de avaria, o que aconteceu por diversas vezes;
    Desapareceram do local as patentes superiores a capitão;
    Também nunca lá vi um médico e o padre capelão apareceu duas ou três vezes;
    O isolamento era total e sem Miteda e Muidumbe, passou a ser Mueda o destacamento mais próximo.
  • Mas a grande maioria do pessoal, presente em Nangololo, nunca lá foi;
  • As cercas de arame farpado que delimitavam o perímetro do destacamento deixaram de estar armadilhadas;
    Passaram a existir 2 geradores elétricos, funcionando um como reserva para os casos de avaria;
    Alguns pelotões construíram, de forma muito artesanal, as suas próprias casernas abrigo subterrâneas, recorrendo a grandes troncos de árvores e bidões de combustível;
  • Repetiu-se em 1973 o episódio da evacuação noturna, feita por um avião civil, nos mesmos moldes (desta vez sem o acidente do avião) e pelos mesmos motivos;
  • Passaram a fazer-se operações de vários dias a corta-mato na densa mata, algumas delas com os militares a serem largados no objetivo (ou perto dele) por helicópteros, sendo o regresso a Nangololo feito a pé.
  • Os reabastecimentos no mato, em regra, eram a cada 3 dias;
  • Mas a "guerrilha" depressa se adaptou às novas realidades e a partir de determinada altura também os meios aéreos começaram a sentir-se fortemente ameaçados e, consequentemente, o contacto com o exterior tornou-se ainda mais difícil;
  • Passaram a aparecer mais trilhos armadilhados;
  • A pista, na altura com cerca de 2,5 km, era picada (varrida) diariamente, por um pelotão, e mesmo assim foram lá detetadas, num só dia, pela minha Companhia (CCAV3561) e levantadas, sem consequências, mais de 30 minas, algumas delas anticarro (foi quase obrigatória a opção pelo levantamento para evitar a destruição da pista, dado que, ao tempo, ela constituía quase a única garantia de ligação com o exterior);
  • As flagelações com morteiros e canhões eram frequentes e no dia 4 de fevereiro de 1974, durante um ataque que se prolongou durante quase todo o dia, foi mesmo efetuado um disparo de 122;
  • Por essa altura surgiram mensagens relâmpago, provindas dos "altos comandos", informando que estaria a ser planeada e preparada por parte do IN uma tentativa de golpe de mão, envolvendo um elevado número de efetivos da guerrilha, o que obrigou a medidas excecionais de segurança.
  • Talvez devido ao facto do pessoal ter sido prevenido, gorando-se desta forma o efeito surpresa, tal não veio a concretizar-se.

    Voltando ao livro
    Li, gostei e aconselho a sua leitura.
    Parabéns e muito obrigado António Soares
     
  • Duilio Caleca Obrigado Abel Lima por transcreveres a verdade do que efetivamente se passou onde nós amargámos uma parte da nossa juventude.
    Só mesmo quem passou por elas.
     
  • Abel Lima Duilio Caleca - Bem reaparecido após as merecidas férias. Apenas comentei um livro, que considero excelente, cujo autor é um ex-camarada António Soares, membro do picadas, que não conheço pessoalmente e que esteve em Nangololo antes de nós. Vale a pena a sua leitura. Abraço.